Palavras...

Deito fora coisas que sinto,
em palavras de muitas formas.
Embrulhadas sem cuidado.
Palavras que nunca chegam,
que nunca dizem tudo...
e tantas vezes são demais.


As palavras são assim mesmo,
por si só... nada valem
e raramente interessam.
Sejam ditas em tom solene,
na exaltação de um momento,
deixadas num livro,
sózinhas... ao abandono.
A palavra não é perene,
e por si só, não é lamento...
A palavra não tem dono.
Morre, se não é sentida
e nasce com o sentimento.

Não é o tamanho nem a forma,
que as faz úteis ou famosas...
as palavras quando são ditas,
ou mesmo quando são escritas,
em anarquia ou com norma,
em belas poesias ou prosas,
precisam de ser escutadas,
com o coraçao ou a mente,
depois são valorizadas,
mas só por quem as sente.

Meu sonho...

É sempre sobre ti:
que meu sonho vagueia,
que versos escrevi...
quase sempre n'areia.

Meu cérebro adormece,
com ele o pensamento
...e o sonho acontece,
fruto deste sentimento.

O teu corpo incendeio,
oh... desejo tão intenso
satisfaçao que anseio,
o nosso prazer imenso.

Pela manhã, ao acordar,
Vejo-te ali ao meu lado
e mesmo já acordado...
eu continuo a sonhar,
com a doce realidade,
fonte de felicidade...
viver para te amar.

Olho-a...

Olho-a...

vejo-a partir.

Faz frio,

é madrugada.

Quem me dera ir,

abraçado a ela.

No chao... a geada

solta um brilho,

Lágrima...

gota a cair...

coraçao que gela.