Custa sempre sair de perto de ti
Nem importa o lugar para onde vou
Se antes foi saudade, o que eu senti
Hoje sózinho, sinto falta de ar onde estou

Cá dentro...

Sentir-me aqui sozinho,
é como estar na escuridão.
Tu és meu Sol...
minha fonte de amor,
luz para o meu coração.
Minha chama, meu calor,
ausência de solidão.

Ter-te em mim,
Lembrar momentos de ternura,
meu corpo pedir o teu amor,
como se não houvesse fim,
cada instante, o seu valor
e amar-te com loucura.

Não deixar o sonho acabar.
Fechar os olhos e acordado,
não querer parar de sonhar.
Tremer e respirar de emoção,
Sentir-me cada dia mais amado,
E todos eles viver nossa paixão.

Palavras...

Deito fora coisas que sinto,
em palavras de muitas formas.
Embrulhadas sem cuidado.
Palavras que nunca chegam,
que nunca dizem tudo...
e tantas vezes são demais.


As palavras são assim mesmo,
por si só... nada valem
e raramente interessam.
Sejam ditas em tom solene,
na exaltação de um momento,
deixadas num livro,
sózinhas... ao abandono.
A palavra não é perene,
e por si só, não é lamento...
A palavra não tem dono.
Morre, se não é sentida
e nasce com o sentimento.

Não é o tamanho nem a forma,
que as faz úteis ou famosas...
as palavras quando são ditas,
ou mesmo quando são escritas,
em anarquia ou com norma,
em belas poesias ou prosas,
precisam de ser escutadas,
com o coraçao ou a mente,
depois são valorizadas,
mas só por quem as sente.

Meu sonho...

É sempre sobre ti:
que meu sonho vagueia,
que versos escrevi...
quase sempre n'areia.

Meu cérebro adormece,
com ele o pensamento
...e o sonho acontece,
fruto deste sentimento.

O teu corpo incendeio,
oh... desejo tão intenso
satisfaçao que anseio,
o nosso prazer imenso.

Pela manhã, ao acordar,
Vejo-te ali ao meu lado
e mesmo já acordado...
eu continuo a sonhar,
com a doce realidade,
fonte de felicidade...
viver para te amar.

Olho-a...

Olho-a...

vejo-a partir.

Faz frio,

é madrugada.

Quem me dera ir,

abraçado a ela.

No chao... a geada

solta um brilho,

Lágrima...

gota a cair...

coraçao que gela.

Espalhar versos

Parei por tempos de rimar
Mas nunca deixei de sentir.
E se volto… por fim,
novos versos a espalhar,
com palavras que saem de mim
e que não posso reprimir;
É porque no meu coração
Tens um espaço, que é só teu,
Paixão ou forma eterna de amar?
O sentimento que um dia nasceu,
Todos os dias continua a crescer,
Não importa como se pode chamar,
Mas ter-te, para o continuar a viver.

Desejo

No pensamento
o teu, no meu corpo
gestos languidos
sons gemidos

Na boca
o teu, no meu sabor
saliva trocada
da boca colada

Na imaginação
o teu, no meu desejo
não vai parar
até transbordar

No final
O teu, no meu prazer
o corpo saciado
de sexo molhado

Teu amor

Nao sei se é de saudade,
(meu coração nao aguenta)
a tristeza e ansiedade,
são momentos de tormenta.
Só uma ténue esperança,
um sonho que me aventa
e guardado na lembrança,
teu amor que me acalenta.

Palavras simples

Queria saber,
soltá-las de mim,
lançá-las ao vento,
...palavras sem fim.

Não um acto triste...
ou amargurado lamento,
mas sim alegria!
...nunca sofrimento.

Palavras sentidas,
descontroladas,
libertas de dentro,
...para não serem asfixiadas.

Palavras simples,
sem sentidos figurados,
que unem como correntes,
...os corações apaixonados

Amor natural

Não é estranho ou anormal,
um amor que só acontece,
porque a cada dia amadurece
de forma simples e natural.

Um amor tecido com paixão.
De muitos momentos se tece
e tão macio que até parece,
uma nuvem doce de algodão.

Vive-se em cada instante,
mesmo o mais ínfimo...
com prazer, com emoção,
cumplicidade e sedução.
E cada encontro intimo,
será sempre escaldante.